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Visitamos uma fábrica de Bolo de Rolo Pernambucano

March 2, 2018

 

 

Fabricado em Pernambuco desde o século XVI o Bolo de rolo é uma adaptação feita a partir do bolo português “coxão de noiva”, um tipo de bolo enrolado com massa de pão-de-ló e recheado com amêndoas. Foi nas cozinhas de antigos engenhos de Pernambuco que ele ganhou um toque tropical ao ser recheado com goiabada. Nos engenhos de Pernambuco o bolo foi sendo enrolado em camadas cada vez mais finas até se transformar em algo novo, uma experiência gastronômica completamente diversa da versão portuguesa. O polvilhamento final com açúcar, observado ainda hoje, é uma espécie de digital histórica que revela o lugar onde foi feito pela primeira vez: o Nordeste ‘Brasileiro’, o maior produtor mundial de açúcar a época. Hoje levamos você conosco a Camaragibe para conhecer uma fábrica do tradicional Bolo de Rolo de Pernambuco.

 

 

 

O Empório Pernambucano esteve na fábrica da Fino Nordeste, marca de Bolo do Rolo que se destaca em mercados e padarias no Recife. Lá fomos recebidos pelo Chef Rivandro Franca, embaixador da gastronomia pernambucana, que além de nos dar uma aula sobre a gastronomia regional, nos falou um pouco da história e da fabricação do bolo de rolo em Pernambuco. Já o Mauro Júnior, responsável pela fábrica, nos apresentou o local e nos falou dos planos do empreendimento.

 

Ao entrar na fábrica logo nos deparamos com uma placa que recepciona visitantes e funcionários, nela é exibido a missão e os valores da empresa. A visão é ousada, “tornar-se referência nacional e internacional no segmento de produtos regionais nos próximos 6 anos”, avisa placa exposta logo na entrada da fábrica.

 

A Fino Nordeste produz até mil quilos de bolo de rolo por dia, além de biscoitos, broas, doces e salgados. 25 pessoas trabalham diariamente na produção da fábrica para dar conta dos pedidos que chegam não só da capital Pernambucana, mas de todas as partes do país.

 

 

 

E fazer o bolo de rolo não é tarefa fácil, as camadas da massa se revezam com as do recheio em camadas finíssimas. E ai de quem não fizer o bolo fino o suficiente para agradar os olhos e o gosto dos Pernambucanos. Na fábrica o Mauro nos explicou que cada camada tem cerca de 2 milímetro de espessura. Assar uma massa tão fina, e deixa-la no ponto para ser enrolada junto com o recheio é uma tarefa de precisão e minúcia. Não há espaço para erro, basta apenas alguns segundos depois do ponto da massa para se perder todo o trabalho. Já o recheio é aplicado manualmente com um pincel e ai parece residir um segredo. As marcas que se destacam são aquelas capazes de diminuir a espessura da massa sem exagerar no doce e deixa-lo enjoativo, afinal trata-se de um bolo.

 

 

 

E esse orgulho do pernambucano com o bolo de rolo vem de longe, desde os séculos XVI quando a receita foi criada nos engenhos de cana. Uma época em que o nordeste brasileiro era a maior produtor de açúcar do mundo. Aliás, o polvilhamento de açúcar que vemos sobre o bolo é uma digital histórica que revela o lugar onde foi produzido pela primeira vez.

 

Por isto, em 2007 por força da lei ordinária nº. 379 o bolo de rolo foi reconhecido como patrimônio imaterial do povo Pernambucano.

 

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* O termo Brasileiro aparece entre aspas no texto porque no século XVI, quando a receita está sendo aprimorada, ainda não existia o Brasil e nem uma identidade brasileira.

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Igor Alves Calado

Junto com a Laysa é idealizador do Empório Pernambucano. É controlador de tráfego Marítimo no Porto de Suape e forte candidato a campeão brasileiro de matrículas mal sucedidas na Universidade. Na ultima vez, trancou o curso de História na UFRPE quando estava no último período curso em 2013 e até hoje não conseguiu voltar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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