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Lembremos de Barbara Pereira de Alencar- A inimiga do rei

March 8, 2018

 

 

Apontadas como frágeis e vistas muitas vezes como incapazes o Ser Mulher teve relegado o seu papel na história, mesmo sendo nós, mulheres, a metade do mundo, e a metade que pari, cria e educa a outra metade da humanidade.

 

Hoje o Empório Pernambucano traz a história de Barbara Pereira de Alencar. Sertaneja de Exu, fez sua trajetória política no Crato, Ceará, e é considerada a primeira presa política do Brasil. Num nordeste marcado pelo patriarcado ela foi matriarca de uma família de revolucionários. Convidamos você a conhecer um pouco da sua história.

 

 

Bárbara de Alencar nasceu em 11 de fevereiro de 1760 no sopé da chapada do Araripe em Exu, sertão Pernambucano, num tempo onde a mulher só sentava a mesa após o marido e para servi-lhe com devoção. Casou-se aos 22 anos com um comerciante português, o casal mudou-se para a Vila do Crato, a vila mais prospera da região. Pariu cinco filhos antes de ficar viúva, três dos quais aderiram a Revolução Pernambucana em 1817.

 

O escritor Cearense Gylmar Chaves da conta que “No Sítio Pau Seco, onde ficava localizada a cidade do Crato e de Juazeiro, era Barbara que administrava três fábricas, montadas sob sua orientação: o Engenho de rapaduras, de Aguardente da Terra (nossa atual cachaça), e uma produção de utensílios domésticos de cobre.”

 

 

Embora tivesse vivido uma vida inteira no campo, levou seus filhos para estudar no Seminário de Olinda, o principal centro intelectual do país e difusor dos ideais de liberdade. Lá se estudava a Revolução Francesa, as ideias de Rousseau e Montesquieu, os conceitos da Constituição dos Estados Unidos e a Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789. Foi no seminário em Olinda onde começou a ser desenhado um projeto de república independente a ser implementada no Brasil a partir de Pernambuco e dos estados do norte.

 

No galope de Olinda para o Cariri Bárbara carregou a efervescência para aquelas terras, acendendo a faísca da libertação entre familiares, amigos e a comunidade local. Quando a Revolução se iniciou no Recife em 6 de março de 1817 a família Alencar, sob o comando da Matriarca, recebeu a missão de libertar o Ceará da dominação portuguesa.

 

No dia 3 de maio de 1817 o então Diácono José Martiniano de Alencar, filho de Barbara, e pai do escritor José de Alencar, subiu ao púlpito na Matriz do Crato e proclamou a independência e a República no Cariri. Em seguida foram a Câmara Municipal, retiraram a bandeira Portuguesa e hastearam a bandeira branca da república, 72 anos que o Brasil o fizesse. Sua fazenda foi a base que organizou a resistência ao exército português.

 

Sufocada a revolução, Bárbara foge pelo Rio Peixe, mas é capturada e presa como líder da revolução no Crato. Seu nome, Barbara Pereira de Alencar, consta num manuscrito que lista 300 prisioneiros feitos em 1817, e pode ser consultado no Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco.

 

Durante três anos Barbara de Alencar ficou presa, foi torturada e humilhada, teve todos os bens sequestrados. Para que não servisse de exemplo na região foi transferida a prisão na Bahia onde conheceu o Padre Roma, um dos líderes da revolução no recife e pai do General Abreu e Lima, pouco antes de sua execução. Em 1820, através da influência de seu filho José Martiniano de Alencar, na condição de deputado Brasileiro nas cortes de Lisboa, consegue o perdão real que a soltou.

 

Quatro anos depois uma nova Revolução explode no nordeste contra as tendências absolutistas do imperador Pedro I. Barbara não abre mão do projeto de construção de uma república independente, coerente com os ideais adere novamente à revolta. Morreu anônima aos 72 anos, na cidade de Fronteiras no Piauí em 1832, após anos de peregrinação e fuga, e uma vida toda doada, em um tempo que a mulher era invisível. Seus restos mortais descansam no chão da igreja Nossa Senhora do Rosário, em Campos Sales no Ceara.

 

Em 2011, por iniciativa então deputada Pernambucana Ana Arraes, o nome Barbara Pereira de Alencar passou a figurar no “livro dos heróis da pátria” para que todas as gerações lembrem o sacrifício que homens e também mulheres fizeram antes de nós.

 

Um Viva as mulheres altivas.

Um Viva a Bárbara e a todas mulheres participantes da Revolução de 1817.

 

Projeto de lei que coloca o nome de Barbara Pereira de Alencar na lista dos heróis da pátria

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=843667

Barbara de Alencar vira patrimônio histórico

https://issuu.com/sergio.ripardo/docs/1416244

Seminário de Olinda

http://revista.algomais.com/noticias/seminario-de-olinda-e-a-republica-de-1817

Matéria de Tadeu Alencar para o Jornal do Comércio

https://www.flickr.com/photos/pjveras/32945869440/in/dateposted-public/

Matéria Jornal do comércio: Uma mulher na revolução de 1817

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2017/03/08/barbara-de-alencar-uma-mulher-na-revolucao-de-1817-273375.php

Noticia pagina do senado. Lista oficial de Heróis da Pátria pode aumentar

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2013/03/22/lista-oficial-de-herois-da-patria-pode-aumentar

Acessados em 08.03.2018

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Laysa Lima

Junto com o Igor criaram o Empório Pernambucano. Empreendedora de primeira viagem, trancou o curso de Direito no ultimo período para se dedicar a venda de laticínios nas ruas do Recife. 

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