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A ENCANTADORA ALMA DAS RUAS: UM ROTEIRO POÉTICO-GASTRONÔMICO DAS RUAS DO RECIFE

December 16, 2017

 Imagem 1. Prof. Rozélia Bezerra e a turma da História da Alimentação e os patrimônios literários.

 

Originalmente, este texto foi escrito e enviado para um congresso que seria realizado na cidade do México, em março de 2018. Mas, o homem propõe e os deuses dis-põem. Com isto quero dizer que, em 19 de setembro de 2017 aconteceu um terremoto devastador na cidade do México. Passado um tempo, recebi da coordenação do congresso, um comunicado e um pedido de desculpas: não seria possível a realização do evento, porque todos os recursos governamentais foram centralizados para ajudar as vítimas da catástrofe natural. Desse modo, resolvi publicar este trabalho como uma singela homenagem de nós, pernambucanos e pernambucanas, às vítimas do terremoto que abalou e comoveu o México.

 

É uma pesquisa que realizo para ministrar aulas na disciplina História da Alimentação e os patrimônios literários, oferecida ao curso de Licenciatura em História. O objetivo das aulas é estudar a encantadora alma das ruas do Recife, bem como a gastronomia representada nas obras literárias que compõem o Circuito da Poesia, no Recife, cujos monumentos estão distribuídos em diferentes pontos da cidade. As aulas foram realizadas durante o primeiro semestre letivo de 2017. Das 16 estátuas do circuito escolheu-se 7 delas. Em cada visita se leu uma obra do autor e observou-se o entorno.

 

Percebeu-se que, próximo ao Pátio de São Pedro, permanece o comércio das comidas  cantadas pelas poesias de Solano Lopes, cuja estátua está nas cercanias.

 

 

O escritor, Liêdo Maranhão olha para as comidas e as diferentes frutas da Praça Dom Vital.

 

 

Na Rua da União já não é mais possível ver, nem ouvir o pregão da “preta da banana”, registrado pelo poeta Manuel Bandeira.

 

Entretanto, ainda, é possível comprar cajus nas diferentes ruas do Recife, conforme foi registrado na poesia de João Cabral de Melo Neto.

 

 

 

Por sua vez, na Avenida Guararapes, onde havia bares com 30 homens e os 30 copos de “Chopp”, cantados por Carlos Pena Filho, agora há faculdades privadas e, na rua, vendedores de coco-verde e pipoca.

 

 

No Cais da Alfândega, Ascenso Ferreira, aedo da farinha, da pamonha, canjica e mingau, enquanto olha para o Rio Capibaribe, dá as costas ao centro de compras e ao “fast food” da praça da alimentação do Paço Alfândega e seu cardápio padronizado.

 

 

Por sua vez, os refrescos dos tempos de Clarice Lispector, ainda são vendidos na praça Maciel Pinheiro, nas cercanias das ruelas que serviram de cenário à sua vida de menina. A Felicidade Clandestina de Clarice era ler Monteiro Lobato. E tudo isso começou a realizado no espaço da Livraria Imperatriz, localizada na Rua da Imperatriz, bem no centro do Recife. É bom lembrar que, nesse tempo, a menina Clarice Lispector morava no sobrado situado no andar acima da referida livraria. Ela também lia em casa.

 

Assim, unindo Arte, Literatura e Comida, vimos a alma encantadora das ruas do Recife em suas permanências e mudanças.

 

Viva El Mexico!

Viva a Literatura Pernambucana contando suas comidas.

 

Conheça a loja Online do Empório Pernambucano

Levamos um pouco do sertão à sua mesma!

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Prof. Rozelia Bezerra

É graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1988). Mestra em Epidemiologia Experimental Aplicada ás Zoonoses, pela Universidade de São Paulo (1995). Doutora em Educação, com ênfase em História da Educação e Historiografia. Tese sobre a História do Ensino da Higiene na instrução pública de Pernambuco (1875-1930) É professora Adjunta do Departamento de História da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ministrando a disciplina História Cultural das doenças: as representações literárias. Professora de História da Alimentação, no curso de Graduação em Gastronomia – UFRPE. Pesquisa sobre História do ensino da Medicina Veterinária. Desenvolve pesquisa na área da História das Ciências e História das Doenças e dos Doentes no Brasil (séc. XVI-XX). Pesquisadora do Grupo de História Social e Cultural da UFRPE (GEHISC). A professora Rozélia escreve todas os sábados no nosso blog. 

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