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DEU O BODE: DE PORTUGAL AOS SERTÕES DE PERNAMBUCO

October 15, 2017

 

 

Chanfana à Moda de Coimbra

 

Voltar a Coimbra, desta feita para estudar sobre alimentos e alimentação é uma experiência acalentada há uns pares de anos. Pois bem, meu primeiro jantar aqui foi uma grata surpresa: havia carne de bode, aliás, de cabra no cardápio do restaurante. Isso me remeteu aos sertões pernambucanos e à História da Alimentação de Pernambuco. Ou seja, DEU O BODE, CÁ E LÁ. Os bodes que, em 1500, ao serem apresentados por tripulantes das naus capitaneadas por Pedro Álvares, causaram grande espanto e medo aos moradores da Terra de Santa Cruz, isto é, os indígenas ou os “brasis”.

 

Os caprinos que estão no nosso cardápio só foram introduzidos em Pernambuco com a chegada de Duarte Coelho, lá pelos anos de 1535. Como era proibido criar animais na zona da mata e no litoral, esses animais seguiram o Caminho do Gado e foram criados à solta na caatinga. Então, se nós comemos o bode guizado, comemos a buchada, os conimbricenses comem um prato feito à base de carne de bode, de cabrito ou mesmo de cabras velhas nomeado de “Chanfana”. As histórias que giram em torno da criação dessa receita são as mais variadas e pitorescas. Desde uma invenção francesa das tropas napoleônicas que invadiram a região, em 1810, até uma versão de ser criação conventual das freiras do Mosteiro de Semide. Ou mesmo como aproveitamento das partes da carne de cabras velhas.

 

Só sei que a Chanfana é uma comida de festividades e é uma “comida da rota de Portugal Gastronômico”. E é DELICIOSA!

 

Bom apetite a todos!

 

Chanfana à Moda de Coimbra

 

Ingredientes:

1,5 kg Carne de Cabra velha

0.75 dl de vinho tinto

6 cabeças de alho

louro q.b.

piri-piri q.b.

sal a gosto

pimenta preta q.b.

2 colheres de sopa de banha de porco

 

 

 

Confecção: de véspera limpa-se e corta-se a carne de cabra, coloca-se o vinho, o alho com cascas e socado, o louro, o piri-piri, o sal e a pimenta e reserva-se de um dia para o outro. Coloca-se na panela de pressão juntamente com a banha durante 1:30h a 2:00h, depois coloca-se numa panela de barro ou inox (se não houver de barro) e deixa-se apurar até servir. Acompanha-se com grelos ou outro legume verde cozido e batatas cozidas ou fritas

 

 

 

Prof. Rozelia Bezerra
É graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1988). Mestra em Epidemiologia Experimental Aplicada ás Zoonoses, pela Universidade de São Paulo (1995). Doutora em Educação, com ênfase em História da Educação e Historiografia. Tese sobre a História do Ensino da Higiene na instrução pública de Pernambuco (1875-1930) É professora Adjunta do Departamento de História da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ministrando a disciplina História Cultural das doenças: as representações literárias. Professora de História da Alimentação, no curso de Graduação em Gastronomia – UFRPE. Pesquisa sobre História do ensino da Medicina Veterinária. Desenvolve pesquisa na área da História das Ciências e História das Doenças e dos Doentes no Brasil (séc. XVI-XX). Pesquisadora do Grupo de História Social e Cultural da UFRPE (GEHISC). A professora Rozélia escreve todas os sábados no nosso blog. 

 

 

 

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