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Sobre o significado da páscoa

April 14, 2017

 

 

As festividades da páscoa são comemoradas a milhares de anos e a princípio estavam relacionadas a passagem do inverno à primavera no mês de março. Entre os povos da antiguidade a mudança nas estações do ano era da maior importância, pois significava a superação do rigoroso inverno e a chegada da estação de fartura que se iniciava com a primavera. Geralmente as festas eram realizadas na primeira lua cheia da época das flores.

 

A Páscoa para os Judeus

Entre os judeus a data marca a fuga do Egito depois de 300 anos de escravidão. A narrativa dessa fuga do Egito, que teria ocorrido por volta do ano de 1.250 a.C., encontra-se no livro do Êxodo no Velho Testamento. Liderados por Moises os judeus fogem do Egito, na fuga são perseguidos por um exército, peregrinam por 40 anos no deserto até chegarem a Palestina, a “terra prometida”. A travessia do Mar Vermelho é o ponto alto da narrativa bíblica que diz que Deus teria aberto o mar para que os judeus pudessem atravessar. É durante o êxodo do Egito que Moises apresenta duas tábuas de pedra onde estariam os dez mandamentos, escritos pelo próprio criador para dirigir a vida do povo de Israel. A páscoa judaica relembra essa epopeia.

 

Nesta data, os judeus fazem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.  

 

 

A Páscoa para os cristãos e a Paixão de Cristo

Para os cristãos a páscoa é a principal e mais antiga celebração do ano litúrgico, nela se comemora a ressurreição de Cristo. Jesus após percorrer por três anos as cidades mais pobres da Galileia, organiza uma peregrinação a Jerusalém durante as festividades da páscoa, o feriado mais importante do judaísmo. Após sua entrada triunfal na cidade, seu grupo invade o templo e denuncia os sacerdotes. Por conta disso é preso e executado pelo crime de sedição. Para os cristãos Jesus ressuscitou dos mortos no domingo de páscoa, três dias pessoas de seu suplício. A crença na ressurreição de Jesus, filho do carpinteiro de Nazaré, funda o cristianismo. Pois, só um Messias poderia voltar dos mortos!

 

O domingo de Ramos marca o dia da a chegada de Jesus e seus seguidores a cidade de Jerusalém. Montado em um jumento e seguido por uma turba de camponeses agitando folhas de palmeiras, advindos dos lugares mais remotos da Galileia, e em pleno período do feriado judaico, é uma clara provocação ao domínio romano. Já a sua pregação denuncia a elite sacerdotal do templo. Para muitos que compartilhavam da fé Jesus e testemunharam sua entrada triunfal na cidade, estava ali o Rei do Judeus, o Messias, cuja missão era liberta-los da dominação romana.

 

O grupo de Jesus então promove uma invasão ao grande templo de Jerusalém para denunciar os seus sacerdotes. Este evento justificará a sua prisão e condenação dias depois. Na quinta, Jesus faz sua última refeição com os seus seguidores mais próximos. Em seguido é preso, julgado e condenado a morte pela cruz, pelo crime de sedição, a tentativa de levantar o povo contra as autoridades.

 

Jesus teria sido executado na sexta e, segundo os evangelhos, ressuscitado no domingo de páscoa. Daí a importância da páscoa para o cristianismo. Ela funda a fé cristã!

 

Porque o feriado da páscoa muda todos os anos?

A Páscoa é uma festa móvel, o que significa que sua data não é fixa em relação ao calendário civil. O Primeiro Concílio de Niceia (325 D.C.) estabeleceu a data da Páscoa como o primeiro domingo depois da lua cheia, após o início do equinócio de primavera. Este domingo é o domingo de páscoa, os quarenta dias anteriores ao domingo de páscoa é chamado de Quaresma e tem início na quarta-feira de cinzas. Por isto que o carnaval e a páscoa mudam de data todos os anos.

 

Para os cristãos, a última semana da Quaresma, a semana que antecede a Páscoa é chamada de Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos, dia da entrada de Jesus a cidade de Jerusalém e no domingo de Páscoa, que marca o dia que Jesus teria ressuscitado. Nesses quarenta dias os cristãos fazem uma profunda reflexão sobre suas vidas. São dias de jejum, orações e penitências.

 

 

 

Como o coelho, os ovos e o chocolate entraram na história?

Como vimos as festividades da páscoa tem origem a milhares de anos e estava relacionada ao termino do inverno e a chegada da primavera, era uma comemoração aos tempos de fartura que se aproximavam. 1.200 anos antes de Jesus de Nazaré nascer, Moisés lideraria o seu povo em fuga do Egito e próprio Deus teria aberto o mar para que eles chegassem a “terra prometida”. A páscoa para os judeus passou a ser a celebração dessa epopeia guiada por Deus pelo deserto até a “terra prometida”. Mil anos depois o filho do carpinteiro da pequena cidade de Nazaré aproveita as festividades da páscoa judaica para fazer uma peregrinação a Jerusalém. Lá ele é preso e executado pelo crime de sedição. Tempos depois seus seguidores percorrem todo o império divulgando que Jesus de Nazaré havia ressuscitado naquele domingo de páscoa, fundando assim a fé cristã. Mas de onde surgiram o coelho, os ovos e o chocolate?

 

A figura do coelho é bastante antiga, ele representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

 

Já tradição de presentear a família e os amigos com ovos coloridos é um costume antigo dos chineses. Esses povos decoravam ovos de galinha e davam de presente a pessoas queridas, em comemoração à Festa da Primavera, que no hemisfério Norte, coincide com os meses de março e abril, próprios da Páscoa. O costume de presentear ovos chegou ao Egito e à Pérsia. Os persas acreditavam que a Terra havia saído de um ovo gigante. Enquanto para os egípcios, o coelho simbolizava o nascimento e uma vida nova. Ao longo dos anos, o costume foi sendo passado às demais culturas do mundo e os ovos de galinha passaram a ser substituídos por ovos de madeira, de prata e de ouro decorados com pedras preciosas e, por fim, pelos de chocolates em decorrência principalmente, da chegada das indústrias de chocolate. 

 

A figura do coelho da Páscoa foi trazida para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII. Desde então, trocam-se os ovos enfeitados no domingo após a Semana Santa. O surgimento do ovo de chocolate na Páscoa se deu a partir do Séc. XVIII, em substituição aos ovos duros e pintados que eram escondidos nas ruas e nos jardins para serem caçados. A hipótese mais provável para a mudança é creditada aos confeiteiros franceses que inventaram um modo atraente e surpreendente de apresentar o chocolate.

 

A Igreja e a páscoa 2017 no Brasil

Este ultimo domingo, dia 9 de abril, os cristãos celebram o domingo de Ramos e foi exatamente esta data que marca a entrada de Jesus de Nazaré em Jerusalém que a Igreja resolveu se posicionar sobre a atual situação do Brasil. No jornal da missa do ultimo domingo, leiam:
 

 

"1. Senhor, vede o sofrimento do povo brasileiro, golpeado e traído pelo governo Temer, pela maioria dos deputados e senadores que retiram direitos constitucionais adquiridos; pedimos:
2. Senhor, vede a depredação dos 6 biomas brasileiros perpetrados pelo agronegócio, pelas madeiri=eiras e pelas mineradoras nacionais e transnacionais; pedimos:

3. Senhor, vede a desarticulação do povo brasileiro, manipulado pela grande mpidia cujo poder de persuasão coloca povo contra povo; pedimos:

4. Senhor, vede a alienação religiosa do vosso povo, mantido por bispos, padres, pastores e pastoras sonegadores da 'agua viva' e promotores de curandeirismos e pirotecnias litúrgicas; pedimos:

T-amém"

 

 

 

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