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O Frevo não convida, arrasta!

February 9, 2018

 

 

Patrimônio da humanidade, desde 2012, o Frevo completa hoje 111 anos de história. O ritmo Pernambucano tem até “registro de nascimento”, 09 de fevereiro de 1907, nas páginas do Jornal Pequeno. Mas a história do Frevo é mais antiga, seu surgimento está ligado a formação da massa de trabalhadores urbana na cidade do Recife em fins do século XIX, e reflete esse universo e seus conflitos.

 

Como qualquer manifestação cultural, o frevo é fruto num longo processo. Suas origens remontam ao fim do século XVII, com as “Cias. De Carregadores de Açúcar” e as “Cias. de Carregadores de Mercadorias” localizadas no bairro portuário do Recife, onde grupos formados por negros desfilavam nos festejos do dia de reis. Mas é no século XIX que o ritmo vai tomando forma, com os capoeiras seguindo a frente das bandas militares que tocavam dobrados dançando, gingando e exibindo porretes e navalhas. Nessa época a capoeira, estava proibida por lei. Para se defenderem das investidas da polícia e de outros grupos rivais, os capoeiras andavam com guarda-chuvas sob os quais se escondia um enorme porrete de pau-de-caqui. O malabarismo dos capoeiras, para acompanhar o ritmo da marcha, foi se estilizando no passo ao mesmo tempo em que a música foi se acelerando, até assumir as características do frevo-de-rua. Foi a marcha que moldou o passo, que por sua vez se adaptou criando o ritmo.

 

Na segunda metade do século XIX, principalmente após ser abolida a escravidão no Brasil em 1888, começam a surgir os clubes e agremiações onde se tocava a chamada “Marcha Pernambucana”, o frevo! Assim surgiram nesse período os blocos dos “Caiadores” e dos “Carvoeiros” (1º clube criado). Em seguida, vieram o “Clube das Pás de Carvão” (1888) do qual competia a liderança com o “Clube dos Vassourinhas” de 1889. Além de outros como: os “Lenhadores”, “Pescadores”, “Abanadores”, “Funileiros”, “Parteiros de São José”, “Costureiras do Saco”, “Carpinteiros”, “Trabalhadores em Greve”, “Sapateiros”, “Mocidade Operária”, “Engomadeiras”, Espanadores”, etc. Algumas sobrevivem até os dias de hoje. O clima nesses era de grande competição e rivalidade que muitas vezes levava à violência. O encontro entre duas agremiações não raro começava com provocações, orquestra tentando literalmente abafar a outra, e terminava com empurra-empurra e confusão.

 

Predominantemente formada pelos novos trabalhadores urbanos, muitos advindos da escravidão e\ou ligados as atividades portuárias, pequenos comerciantes, vendedores ambulantes e toda massa de marginalizados da cidade, o ritmo da ‘populaça’ cresce rápido e descontroladamente. Seus passos improvisados recebem nomes como: ‘Ferrolho, dobradiça, martelo, parafuso e tesouro”, revelando o universo onde eles foram criados. Assim como o nome das primeiras agremiações: Lenhadores, abanadores, Vassourinhas, as Pas de ouro, os Batutas do São José, etc.

 

Em 1907, quando o jornal Pequeno grafou pela primeira vez a palavra “Frevo”, Matias da Rocha e Joana Batista compunham “Vassourinhas”, música símbolo do carnaval de rua do Recife. Tão popular que que Jânio Quadros a utilizou em sua campanha à presidência.

 

Já o “Galo da Madrugada” surgiu em 1978 com o único propósito de resgatar o frevo de rua. Desfila todos os anos no sábado de carnaval e, em 1984, entrou para o Guiness como o maior bloco de rua do mundo.

 

A verdade é que quando o Jornal Pequeno do Recife, fez a primeira referência ao ritmo, na reportagem sobre um ensaio do clube Empalhadores do Feitosa, do bairro do Hipódromo, que apresentava, entre outras músicas, uma denominada O frevo, na verdade, divulgou aquilo que já estava na boca do povo a muito tempo!

 

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