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Queijo Coalho poderá ganhar selo de indicação de origem

January 13, 2017

Queijo Coalho poderá ganhar selo de indicação de origem. 

 

A pesquisa feita pelo Centro Tecnológico de Laticínios (CT Laticínios) pretende tornar o tradicional queijo de coalho um produto reconhecido, padronizado e com um selo de indicação de procedência do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Segundo Benoit Paquereau, gestor do instituto, com o selo de indicação geográfica, a produção do queijo de coalho seria exclusiva da região Nordeste e nenhum outro local poderia usar a nomenclatura queijo de coalho para comercialização.

 

É como uma espécie de patente, a exemplo de como ocorre com o champagne, que leva o nome da região Champagne, na França. Ou o queijo parmesão, produzido exclusivamente em Parma, na Itália. No Brasil, o modo artesanal da fabricação do queijo em Minas Gerais foi registrado em 2008 como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 

A medida visa diferenciar, agregar valor e dar mais apelo de mercado ao alimento. Cerca de 70% do leite bovino do Estado é produzido no Agreste Meridional, local que também concentra o maior número de pequenos produtores rurais, voltados para a atividade leiteira em Pernambuco.

 

Segundo a professora Maria Giseuda Machado (UPE), a pesquisa comprova a reputação do queijo de coalho no Agreste, inclusive com registros da imprensa local e nacional de mais de um século. “A cultura do leite e do queijo está impregnada no Agreste provavelmente desde que o gado foi transferido da Zona da Mata para dar lugar à cultura canavieira mais intensiva no litoral”, diz.

 

Além dessa importância histórica e social, Benoit lembra que com o selo de indicação geográfica, a qualidade do produto será garantida. A ideia é unir a tradição à excelência. “A gente procura se manter próximo da ideia do produtor inicial, sem muitas mudanças. Mudamos apenas em relação às práticas de higiene dos produtores, animais e utensílios”, afirma.

 

O queijo de coalho é um produto amplamente consumido na região nordeste do Brasil. A produção deste tipo de queijo artesanal é feita em pequenas agroindústrias familiares e tem sua principal base de comercialização a economia informal. A maior parte da produção é originaria da agricultura familiar. É uma produção carregada de valores culturais, e simbólicos. Essas pequenas e médias queijarias movimentam mensalmente, algo em torno de 10 milhões de reais (Perry, 2004), o que sinaliza ser essa atividade importante em termos social e econômico na região. O selo de indicação de origem preservaria a memória e as formas tradicionais de fazer o queijo, garantiria uma padronização e qualidade do produto e ainda potencializaria a comercialização do queijo coalho dentro e fora do nordeste Brasileiro.

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