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O outro lado do São Francisco.

O outro lado do São Francisco  

Com a reintegração da Comarca do São Francisco, Pernambuco teria novamente acesso imediato aos estados do Piauí, Maranhão, Goiás, Minas Gerais e Bahia
 

Há 56 anos, o Diário de Pernambuco participava da campanha da bancada do estado para tentar reaver a Comarca do São Francisco, o território à margem esquerda do rio que foi entregue a mineiros e baianos por Dom Pedro I, em decreto assinado a 7 de julho de 1825, como punição pela deflagração da Confederação do Equador. Vale lembrar que, em 1817, a Comarca de Alagoas já havia sido desmembrada de Pernambuco após a Revolução de 1817. Isso explica o fato de o homem que deu o grito do Ipiranga não se tornar nome de logradouro na terra dos altos coqueiros.

 

O território original pernambucano, que ia da Paraíba ao norte de Minas Gerais, havia sido instituído em 1534 pelo rei Dom João III. Com a reintegração da Comarca do São Francisco, Pernambuco teria novamente acesso imediato aos estados do Piauí, Maranhão, Goiás, Minas Gerais e Bahia, alcançando uma área total de 200 mil quilômetros quadrados, mais que o dobro do que é atualmente.

 

O primeiro apelo dos pernambucanos foi feito ao imperador Pedro II, em 1859. Em 1940 e 1945, no tempo do governo provisório de Getulio Vargas, ocorreram novos pleitos. Com a Constituição de 1988, Fernando de Noronha voltou a Pernambuco. Outras terras, não.

 

A questão da Comarca do São Francisco estava registrada na Constituição de Pernambuco em 1947. O território passou a pertencer, inicialmente a Minas Gerais, por decreto imperial, passando para a Bahia “de forma provisória” em 1827.

 

Os jornalistas e historiadores Mário Melo, Flávio Guerra, Gonçalves Maia e Pereira da Costa escreveram livros sobre o tema, sempre advogando a correção de um erro histórico.

 

A reivindicação pernambucana por seu antigo território devia-se ao monsenhor Arruda Câmara, deputado que queria corrigir uma “ingratidão” da República em relação a uma punição injusta praticada na época do Império. O Diario registrou a luta do religioso através de uma série de reportagens assinadas por Severino Barbosa. Nelas, políticos e magistrados defendiam a reanexação.

 

Em editorial assinado no dia 6 de julho de 1961, Aníbal Fernandes demonstrava que um ano e meio de discussões não resultaria em vitória. “Não creio que nada se modifique. Fez-se a República; e o regime que ascendera ao poder, com o sangue do padre Roma, de Frei Caneca e do padre João Ribeiro, não deu um passo para demovê-lo. Fez-se uma Revolução, que se dizia não vir para perdoar, mas para punir (punir os ladrões, punir as injustiças, corrigir os erros) e nada fez”. E assim se fez. Mais uma vez.

 

 

 

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